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Especulação e Crime
Abr-1998
Há poucos dias recebi uma reclamação por carta de um potencial cliente à compra de um apartamento num lançamento que realizámos em Lisboa. Na referida carta, reclamava de forma veemente como a nossa empresa "especulava criminosamente". Explicava mais adiante o que ele entendia por especulação: - ao ver os nossos anúncios procurou um Stand de Vendas e foi informado pelo vendedor que o empreendimento tinha sido totalmente vendido. No entanto, o apartamento desejado, podia ser comprado com um acréscimo de 5%, já que se tratava de uma revenda de um investidor, que desejava realizar aquele lucro no negócio. Tentei com diversos argumentos esclarecer ao "missivista" que a revenda de um imóvel não é um crime, quanto muito um investimento com carácter especulativo. Não sei se fui feliz; nas minhas explicações utilizei os seguintes argumentos: a) Sem a figura do especulador nas bolsas de valores de todo o mundo, não haveria o mercado de acções e as empresas não poderiam capitalizar-se desta forma. b) Especulação não é crime. É um investimento de risco. Quem ganha ou perde é o especulador. É a regra do jogo. No mercado imobiliário a nossa empresa não recomenda o investimento a curto prazo. A especulação com imóveis tem os seus riscos inerentes. O mercado flutua ao sabor da economia do país. O país vai bem, o mercado também; o país vai mal, o mercado piora, a liquidez diminui. Na minha opinião, é preferível ter os investidores no mercado imobiliário, conhecendo as regras do jogo, ou seja, se o mercado não permitir a revenda, vão ter que suportar os pagamentos até ao fim. Se continuar mal, resta a opção do aluguer. No momento em que a conjuntura económica e política do pais é favorável, em que os juros estão em baixo qual é o melhor investimento? Os nossos investidores são inteligentes e saberão decidir. Prefiro o dinheiro dos investidores a circular no mercado imobiliário gerando riqueza para todos e ajudando a reduzir o déficit habitacional, do que nos bancos. Uma carteira diversificada de investimentos passa pela aquisição de imóveis. Vinde a nós investidores (especuladores). Sejam bem vindos. Especular não é crime. Arnaldo Grossman Presidente do Grupo Consultan Abril de 1998