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Profeta do Apocalipse
Mai-1999
Qual é o objectivo das opiniões alarmistas sobre o mercado imobiliário português ? Quais as vantagens que o público em geral obtém destas advertências? Os argumentos e os dados fornecidos levam ao leitor menos atento uma ideia confusa do futuro do mercado. Há excesso de projectos, os preços vão cair, as taxas vão variar? E quem ganha com isto ? Eu respondo. A crise! A crise é o resultado de uma perspectiva negativa de um mercado específico ou de um país. Será que Portugal vai mal porque juntou-se aos países mais ricos da Europa? Esta aproximação está a fazer-nos mal? E a proximidade do Euro é adversa aos cidadãos portugueses ? A resposta é óbvia. Portugal vai bem, obrigado. Deixem as leis do mercado agirem por si próprias. O mercado imobiliário como qualquer outro tem regras próprias. E a lei universal da oferta e da procura é que regula o mercado. Os mesmos responsáveis pelas matérias alarmistas de hoje, serão os que virão no futuro clamar por incentivos à construção. Mas aí será tarde porque o desemprego de arquitectos, engenheiros, operários e fornecedores, com a consequente perda de tributação pelo governo, estará instalado. Se quisermos ajudar o mercado com opiniões vamos ser positivos e optimistas sem ser irresponsáveis. Nunca o comprador português teve tantas opções de comprar projectos com qualidade como agora. As condições do crédito à habitação, leasing, são francamente favoráveis aos clientes. A compra do imóvel para primeira habitação, para férias ou fins-de-semana é um direito de cada um. Viver numa casa melhor é um desejo de todos nós. E o investimento em imóveis é um risco do investidor como qualquer outro, seja na bolsa de valores, em moeda estrangeira ou em qualquer outro mercado. Será melhor para o investidor e para a economia do país aplicar a sua poupança num banco a uma taxa de x%? Eu como investidor respondo: Nãoo! Prefiro investir no imobiliário. Arnaldo Grossman Presidente do Grupo Consultan Maio de 1999