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Bola de Cristal
Dez-1996
A futurologia não faz parte do mercado imobiliário. No entanto, analisar com atenção factos que estão por acontecer pode trazer bons frutos para o investidor mais atento. Defendo a tese que os imóveis vão sofrer uma valorização a médio prazo, para ser mais exacto, nos próximos cinco anos. As razões que me levaram a esta conclusão são as seguintes: a) Com a possibilidade de Portugal integrar os Países que cumpriram os critérios de convergência previstos no tratado de Maastricht, faremos parte do pequeno grupo de Estados que adoptará a moeda única. Este facto, por si só, já trará um valor agregado ao nosso País e, sem dúvida, atrairá mais investimentos estrangeiros. b) Os preços dos activos imobiliários terão uma tendência para se equiparar, pois a moeda é uma só e o mercado é comum. Os preços dos imóveis em Portugal são neste momento inferiores à Alemanha, França, Itália e Espanha, entre outros. Como consequência deste factor novo, a tendência será um aumento dos preços dos imóveis em Portugal. c) A extinção prevista do imposto sobre transmissão de imóveis (SISA) será outro factor de dinamização do mercado. d) Uma legislação mais adequada ao arrendamento de imóveis comerciais, já trouxe de volta alguns investidores, aliada ainda à baixa remuneração das aplicações em activos financeiros em função de uma inflação pequena no continente Europeu. Esta conjugação de factores favoráveis leva-nos à seguinte ilação: "Os preços dos imóveis vão subir nos próximos anos em Portugal. A hora de comprar é agora". Resta lembrar ainda que em termos de futurologia acreditamos na seguinte máxima: "O futuro a Deus pertence". Arnaldo Grossman Presidente do Grupo Consultan Dezembro de 1996